segunda-feira, 5 de abril de 2010

Quero aqueles romances completos. Não me venha querendo devorar meu corpo porque irei devorar-te ainda além: comerei tuas entranhas invisíveis. Quero as pessoas inteiras, mas nem elas se querem assim. Por isso pasto. Como o adubo das noites quietas e sozinhas. Floresço numa conseqüência óbvia: sofro. E se cada dia sem você fosse entorpecente, eu estaria além da overdose. Posta como defunto na pedra fria. Levanto mais cedo, te faço um café. Volto pra cama, espero dar minha hora. Levanto no meio da noite, escrevo um verso que me saltou à cabeça. Lágrimas internas. Queria saber mastigar meu mundo: engulo-o todo.

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